domingo, 27 de julho de 2008

Dia de Praia

A manhã amena, calma pacífica. O som dos Rádio Macau a encher o carro

Ai eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
P’ra ser original
Só depois notei,
Que azul já ele é houve alguém,
Que teve ideia igual

o carro a deslizar suavemente pela estrada, o pé no acelarador, sem sono apesar da noite curta, sem sono afastado pelo café.
E o sol a espreguiçar-se timidamente por entre nuvens persistentes espalhadas no céu azul

Não parti mas já não sei voltar
Ando às voltas a esquecer quem sou
Bebo a noite até o Sol chegar
Ele sempre me encontrou

o azul espelhado no mar, na linha do horizonte ténue e brilhante. A areia a receber os passos dados, passos alegres de pés livres de apertos.
Na areia dura e molhada as pegadas da caminhada desaparecerem,a conversa gira solta à volta de lábios sorridentes.
Os reflexos no mar, a água amena mas difícil de aceitar, as gargalhadas a nascerem no peito relaxado, o riso a chegar aos olhos.

O cheiro do mar, o cheiro da areia, o cheiro da pele molhada, do creme, o sabor a sal.
E enquanto o sol aquece e o corpo muda de cor, na escuridão dos olhos fechados chega calmo e imprevisível o som do mar....

o som do mar...

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