terça-feira, 30 de dezembro de 2008

No Largo de São Carlos,


antes do ano terminar.

Um concerto Gospel oferecido pelo St. Dominic's Gospel Choir...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

This is the Life...




h the wind whistles down
The cold dark street tonight
And the people they were dancing to the music vibe
And the boys chase the girls with the curls in their hair
While the shy tormented youth sit way over there
And the songs they get louder
Each one better than before

And you're singing the songs
Thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Where you gonna go? Where you gonna go?
Where you gonna sleep tonight?

And you're singing the songs
Thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Where you gonna go? Where you gonna go?
Where you gonna sleep tonight?
Where you gonna sleep tonight?

So your heading down the road in your taxi for four
And you're waiting outside Jimmy's front door
But nobody's in and nobody's home 'til four
So you're sitting there with nothing to do
Talking about Robert Riger and his motley crew
And where you're gonna go and where you're gonna sleep tonight

And you're singing the songs
Thinking this is the life
And you wake up in the morning and your head feels twice the size
Where you gonna go? Where you gonna go?
Where you gonna sleep tonight?
Where you gonna sleep tonight?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"The words 'I love you' don't explain why you act the way you do.
I don't have enough self-confidence to believe they're true.
What I need to hear is the reason you love me in the first place."
直野儚羅

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vamos Renovar a Espécie Humana...

Esquecendo a propaganda final, este anúncio apela aos diamantes lapidados dentro de cada um de nós, o coração e a alma.
Eu começo já hoje a renovar este membro da espécie humana.
(Forgetting the final propaganda, this announcement appeals to the diamonds cut inside each one of us, heart and the soul.
Right in this moment, I begin to renew this member of the human sort.)

domingo, 12 de outubro de 2008

It is said that we want to build a better future, but it isn't true. The future is nothing but an indifferent void which doesn't interest anybody, while the past is full of life, its face irritates us, revolts us, hurts us, so much so that we wish to destroy or repaint it.
Milan Kundera in The Book of Laughter and Forgetting

sábado, 4 de outubro de 2008

"There are moments in life that make you, that set the course of who you are gone be.
Sometimes they are little, subtle moments. Sometimes... they are not.
Bottom line is, even if you see them coming you are not ready for the big moments.
No one asks for their live to change, not really. But it does.
So what are we? Helpless? Puppets? No. The big moments are gonna come, you can not help that.
It is what you do afterwards that count.
That's when you find out who you are..."

in B.V.S.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Na Basílica da Estrela...

... assisti ao concerto de encerramento do XI Festival Internacional de Órgão de Lisboa.
Sonata para Órgão, em Ré Maior (seja lá a nota que for) e Missa Grande de Marcos Portugal (1762-1830).

Quarta à noite com programa muito diferente.
A repetir no XII Festival!

domingo, 28 de setembro de 2008

The Air I Breath

A drama based on an ancient Chinese proverb that breaks life down into four emotional cornerstones: happiness, pleasure, sorrow and love.

A businessman bets his life on a horse race; a gangster sees the future; a pop star falls prey to a crime boss; a doctor must save the love of his life.



Happiness said: "I always wondered, when a butterfly leaves the safety of its cocoon, does it realize how beautiful it has become? Or does it still just see itself as a caterpillar?"
I liked it... a lot!

sábado, 13 de setembro de 2008

Strings: we are all connected

The Emperor of Hebalon is dead, apparently murdered.

The Hebalions’ hereditary foes, the Zeriths, are chief suspects, and martial law is declared. The gates of the city are locked, and no outsider can gain entrance.

Encouraged by his uncle, the young Prince and heir to the throne, Hal Tara, swears to avenge his father’s death and, disguising himself as a slave, sets forth with his squire Erito to seek out the Zerith stronghold.


Hal is shocked when, emerging from the heart of his father’s empire, he discovers that Hebalon is not the happy land of his imagination. Years of warfare have left the country devastated; people cheer to hear of Hal’s father’s death, and widely regard him as a despot and a tyrant. As Hal and Erito near the Zerith camp, Hal’s fear and hatred grow – a web of treachery surrounds him, and he can no longer tell friend from foe.

domingo, 31 de agosto de 2008

Solitary

Translation:
There have been times when I've thought about leaving you
When we were together I wasn't aware of it
Back when we smiled at each other
We all cried in the same way
We understood each other's joy and sadness
No matter how much I love you
I won't be able to hold you again
Our precious memories are wavering off in the distance
There have been times when I've thought about leaving you
When we were together I wasn't aware...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

WAAL-E

A história do robot que desenvolveu uma personalidade e que vive há séculos sozinho na terra a empilhar cubos de lixo.



sábado, 23 de agosto de 2008

"I was too young when it met you.
However, it parted from you.
and only a few grew up and I knew love for it.
You who met again forgot my thing.
However, I thought that
what is necessary was just to begin from here again.
I fall in love with you again."
隆巳ジロ

terça-feira, 12 de agosto de 2008

"Perhaps the most distant part of the sky always seems clearest, so that we will always strive to reach it"
和月 伸宏

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

"Why is it that I'm anxious, when I love him?
No...
I love him, that's why I'm anxious.

It's because I love you that even if I take off the armor I've worn all my life I'll still chase after you.

I will... seek you..."
中村春菊

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Leitura de férias


Sinopse:
Nas montanhas remotas da Ásia Central, um eminente antropólogo da Universidade de Harvard descobre algo verdadeiramente extraordinário. Envia então uma enigmática mensagem a dois colegas seus da universidade, Contudo, depois, desaparece misteriosamente. Matt Mattison e Susan Arnot – outrora amantes, agora rivais no mundo académico – vão até onde poucos seres humanos alguma vez ousaram, em busca de um grupo de criaturas que existe há mais de 40 000 anos, que possui poderes de que o Homem nem faz ideia e que está prestes a mudar para sempre o aspecto da civilização, tal como a conhecemos.
"A Profecia de Neandertal" lê-se com sofreguidão e emoção e sempre com sensação de que tudo aquilo podia realmente acontecer – o que só é possível graças a uma escrita fluida, clara e despretensiosa, uma narrativa sóbria e credível e aos profundos conhecimentos de paleoantropologia do autor.
(sinopse retirada de Webboom.pt)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Segunda-feira



"Penso que compreendi para que serve a semana: é para dar tempo para descansar da fadiga do domingo. Parece-me uma boa ideia. (...) Esteve a subir de novo àquela árvore. Arranquei-a de lá. Ela disse que ninguém estava a ver. Acho que pensa mesmo que isso é justificação suficiente para arriscar qualquer coisa perigosa. Disse-lhe isso mesmo. A palavra «justificação» encheu-a de admiração - e de inveja também. Cá por mim acho que é uma boa palavra."

Mark Twain in Excertos dos diários de Adão e Eva

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mesa de Cabeceira (II)


«A guerra dos sexos é tão antiga como a própria humanidade. Pelo menos, foi isso que Mark Twain descobriu ao "traduzir do manuscrito original" os diários de Adão e Eva. O pai de Tom Sawyer e de Huckleberry Finn subverteu o primeiro capítulo da história bíblica e transformou-o num exercício de humor delirante.
Poucos o sabem, mas Mark Twain não foi apenas o autor das aventuras de dois rapazes descalços nas margens do mississipi. O jornalista que em criança queria ser marinheiro num navio a vapor foi um fos maiores humoristas que a América conheceu.
Só quem não leu é que pode torcer o nariz a estes "Excertos dos diários de Adão e Eva". Esta não é uma obra religiosa. Aqui não há lugar para polémicas; só para gargalhadas bem sonoras.
(...)
Com o passar dos tempos, ficamos a conhecer as inquietações e formas de pensar de cada um. Adão e Eva tentam entender-se apesar e por causa das suas diferenças. Este casal do Jardim do Éden não é muito diferente de qualquer par de recém-casados; viva ele em Buenos Aires, Nova Iorque ou Barcarena.
Mark Twain transforma uma história de costelas, serpentes e maçãs numa dissertação sobre as relações humanas. O "nonsense" domina, mas não é dominador. Ao fim de 40 anos, dá algum espaço à ternura: está Adão junto à campa de Eva e confessa "onder quer que ela estivesse era o Éden"»
Joana Stichini in Guia da Cidade

quinta-feira, 31 de julho de 2008

It's been aroud 883 612 800 seconds living in the blue planet... ... and my cake has a ballerina.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A minha imagem neste espelho (I)

"(...) À questão aflita
- O que vais fazer na vida
respondi invariavelmente
- Assobiar no escuro
o que me salva da política, da critica literária e da ambição de poder, preferindo aos congros ávidos os serafins sem bússula e às forças da natureza as pequenas fraquezas onde o prazer se esconde. Suponho que a inquietação é a diferença entre a realidade e os projectos sonhados: isso impede-me as tentações de glória dos intelectuais, ou seja, entrar sem convite onde não me desejam. (...)"
António Lobo Antunes in Assobiar no Escuro

terça-feira, 29 de julho de 2008

Take this.
It will protect you for all the days of your life.


It's so pretty.

Is it a charm?
That's right.
And it will watch over you always.
Whatever happens to me, you mustn't let your heart waver.
Someday I will disappear from your sight, for we are transient, as is the world we live in.

domingo, 27 de julho de 2008

Dia de Praia

A manhã amena, calma pacífica. O som dos Rádio Macau a encher o carro

Ai eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
P’ra ser original
Só depois notei,
Que azul já ele é houve alguém,
Que teve ideia igual

o carro a deslizar suavemente pela estrada, o pé no acelarador, sem sono apesar da noite curta, sem sono afastado pelo café.
E o sol a espreguiçar-se timidamente por entre nuvens persistentes espalhadas no céu azul

Não parti mas já não sei voltar
Ando às voltas a esquecer quem sou
Bebo a noite até o Sol chegar
Ele sempre me encontrou

o azul espelhado no mar, na linha do horizonte ténue e brilhante. A areia a receber os passos dados, passos alegres de pés livres de apertos.
Na areia dura e molhada as pegadas da caminhada desaparecerem,a conversa gira solta à volta de lábios sorridentes.
Os reflexos no mar, a água amena mas difícil de aceitar, as gargalhadas a nascerem no peito relaxado, o riso a chegar aos olhos.

O cheiro do mar, o cheiro da areia, o cheiro da pele molhada, do creme, o sabor a sal.
E enquanto o sol aquece e o corpo muda de cor, na escuridão dos olhos fechados chega calmo e imprevisível o som do mar....

o som do mar...

domingo, 13 de julho de 2008

Primavera-Verão no Jardim Botânico de Lisboa!

Spring & Summer time in Lisbon's Botanical Garden!









Fotografias foram tiradas por Cravo & Canela no mês de Junho no Jardim Botânico de Lisboa.
Photos taken by Cravo & Canela in June in Lisbon's Botanical Garden.

domingo, 6 de julho de 2008

Gases com efeito de estufa alteram composição química dos mares

Segundo um estudo publicado na revista Science, as emissões de gases com efeito de estufa estão a alterar a composição química dos mares, para além de contribuírem para o aquecimento global. A equipa de cientistas norte-americanos revela ainda que as consequências ecológicas e económicas são para já difíceis de prever, mas avistam-se desastrosas.

Os investigadores do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution e da Universidade do Hawai consideram provável que essas consequências tornem necessário aprofundar as medidas já tomadas para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono (CO2). Ken Caldeira, da Carnegie Institution, e Richard Zeebe, da Universidade do Hawai, chegaram à conclusão de que os oceanos já absorveram cerca de 40 por cento do dióxido de carbono que o Homem gerou nos últimos dois séculos. Apesar dessa absorção de CO2 ter desacelerado o aquecimento global, este alterou a acidificação das águas marinhas, um efeito que poderá aumentar durante este século.

Os organismos marinhos, como os corais e o plâncton, serão os mais danificados pela acidificação, ao travar o processo de calcificação dos seus exoesqueletos, referem os cientistas.

Segundo Ken Caldeira “ a acidificação oceânica danificará os corais e outros organismos, mas não há dados experimentais sobre como será afectada a maioria das espécies, mas serão seguramente afectados moluscos como as ostras e os mexilhões, o que terá um grande impacto na indústria”, afirmou Ken Caldeira.
Fonte: APEA


Nos tempos em que estudava as alterações climáticas e a crescente concentração do dióxido de carbono na atmosfera aprendi que os maiores sumidores deste gás eram os oceanos e não as florestas (que são cada vez menores em área). E na minha inocência biológica acreditei que o CO2 era utilizado por tudo quanto fotosintetisasse... parece que afinal a natureza não é assim tão simples e que a inocência tem mesmo que chegar ao fim...
(amanhã vou plantar outra árvore!)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Don't tell me...

Both of us had secrets but now it seems yours were bigger and sadder then mine…

It was one of those days called as perfect.
We left in the morning to spend the day by the river. Springtime surrounded us in the green of the trees, in the colours of the flowers.
It was a sunny day, you spent it with your fishing cane and I with my book.
Peace and comfort.

When in our way home you said
“I have something to tell you.”And I asked you
“Are you going to make me more or less happy?”
You answered
“Less happy”So I told you
“Then don’t tell me…”

quinta-feira, 26 de junho de 2008

... and I quote #1

"It's often said that no matter the truth, people see what they want to see.
Some people might take a step back and find out they were looking at the same big picture, all along.
Some people might see that their lies have almost caught up to them.
Some people may see what was there all along.
And then there are those other people, the ones who run as far as they can so they don't have to look at themselves."
in GG

domingo, 22 de junho de 2008

Borboletas na Web

... é o novo projecto do Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, o Tagis.Borboletas e lagartas de borboletas vivem felizes da vida numa estufa de criação enquanto camarãs posicionadas em diversos locais as filmam nos seus afazeres diários. Comer, construir crisálias, acasalar ou pura e simplesmente esparramar ao sol numa folhinha digna (melhor que o Big Brother, na minha humilde opinião!).

O Lagartagis (nome da estufa) fica no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural. O objectivo actual é "ensinar a biologia das borboletas e sua interacção com as plantas, contribuindo assim para despertar o interesse para a importância da conservação da natureza e da biodiversidade."
No site, para além da observação, também se aprende algo mais sobre plantas e como fazer observalção em plena natureza.

Existe algo de refrescante em ver uma lagarta de volta duma folha de madressilva!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O precário fim dos dias

Estive a ler cartas que escrevi a um tio aos vinte anos e surpreende-me como não mudei. Eu ali todo, igualzinho: as mesmas interrogações, as mesmas dúvidas, o mesmo modo de olhar os outros, de me olhar. Sou isto, assim desde o início, serei certamente isto até ao fim. Quando? Que esquisito haver fim, que inconcebível morrer. Viver também, aliás, no precário fio dos dias, desequilibro-me, não me desequilibro. Onde fui arranjar uma expressão tão pretensiosa, precário fim dos dias, tão parva. Que lugar-comum sou. Olha-te sem piedade, não te comovas contigo. Não te deixes vencer. Não te desculpes. E sobretudo não faças do que julgas ser
(e talvez sejas)
uma lágrima de vela a escorregar devagarinho, rosada, quase transparente.
Mesmo que os outros não notem tu notas. Não te dispas sem pudor. Aguenta-te, conforme recomendava o Júlio na altura em que estavas à brocha. Não
- Com um aspecto desses não te acontece nada
não
- Uma prima minha foi operada há séculos e ainda cá anda
o Júlio Pomar somente
- Aguenta-te
e eu pata aqui pata ali a aguentar-me nas canetas. Pergunta:
- E agora?
resposta:
- Aguenta-te
que é a única coisa honesta que se pode dizer a um amigo. Aguento-me, Júlio, descansa que me aguento. E estou a escrever, com o livro a sair numa facilidade de mau agoiro: desconfio sempre no caso de as palavras me chegarem depressa. Como afirmam os chineses se o pobre come galinha um dos dois está doente. Por onde comecei eu isto? Ah!, pelas cartas que escrevi. A tinta desbotou, eu não. Com as cartas, retratos. A minha mãe toda giraça. Os meus avós. As expressões idiotas que arranjamos para as fotografias, tão pouco naturais, acanhadas. Eu incluído, claro, tão acanhado quanto eles. A minha mãe não, à vontade, pinoca, o pai dela sério, com ganas de esconder-se. Não me lembro de o ver alegre, de o ver rir-se. A ideia que me ficou é que não ligávamos nenhuma um ao outro. Foi de certeza um homem infeliz, morreu cedo por delicadeza. Não acho que tenha morrido de cancro, acho que morreu de pena. Era engenheiro, trabalhava em não sei quê no Estado. Lia o jornal na varanda de Nelas e gostava de trovoadas. Trovejava e ele à janela a olhar os relâmpagos, enquanto a minha avó, a tremer de medo, rezava a Santa Bárbara e espiava as lareiras da sala, uma diante da outra, no pânico que um raio descesse a chaminé e nos reduzisse a fanicos. E o meu avô, de casaco de linho branco, a pasmar para a serra iluminada. Os castanheiros da casa, ouriços verdes que eu esmagava contra uma pedra. Céus altíssimos, vinhas e vinhas. Aguenta-te. Acabando esta crónica volto para o livro que não pára de chamar. A minha mãe de chapéu, de braço dado com os irmãos, a fitar a gente. A minha avó, de quem gostei muito. Quer dizer, continuo a gostar. E o pai da minha avó, um general de bigodes imensos, que conheci de ouvir dizer. Condecorações numa cómoda. Coisas gastas, passadas. Quanto ao presente, aguenta-te. Aguenta a felicidade, por exemplo. E lá fora uma tarde de chuva, poças de água, humidade. Como diz o provérbio chinês? Se o pobre come galinha, etc. O general até uma condecoração chinesa recebeu. Na cómoda também. Deixa-te disso, volta ao presente. Faz projectos. Inventa. Não largues um único osso que abocanhes. Pergunta:
- O senhor não é aquele escritor que me esqueceu o nome?
Isto dois caramelos na rua.
- Na minha opinião é melhor que o outro que também me esqueceu o nome
e juro que esta conversa é verdade. Apertaram-me a mão, aconselharam
- Continue
e vou continuar para me esquecerem mais ainda, enquanto eles continuaram rua fora por seu turno, acotovelando-se sempre que uma mulher os cruzava. Que poder de síntese na fórmula
- Gaja boa
que profundidade apreciativa. O primeiro caramelo
- Gaja boa
e o segundo a complementar
- Do caneco
ou seja um par de génios sucintos. Aliás a expressão gaja boa é extraordinária.
Diálogo ouvido hoje no sítio onde como a torrada da tarde, entre dois sujeitos de cerveja mini na mão:
- Ainda agora aqui esteve a filha do Gonçalves
- E que tal a gaja?
- Boa
que se prolongou num silêncio meditativo. O curioso do
- Que tal a gaja?
insistiu a pedir detalhes
- Boa ou muito boa?
e recebeu como resposta uma espiral indecisa da mini
- Boa
e um novo silêncio meditativo durante o qual me vim embora, a correr sob a chuva, deixando-os de sobrancelha franzida, a calcularem. Amanhã peço uma mini e bebo--a da garrafa. Virilmente. A espiar a filha do Gonçalves de baixo a cima. Talvez haja um grau intermédio entre o Boa e o Muito Boa e os possa ajudar na sua classificação taxonómica. No caso de esta chuva se transformar em trovoada a minha avó chega aqui e põe- -se a rezar e o meu avó aproxima-se da janela encantado com os relâmpagos. Por mim fico sentado no chão com um automóvel de corda. A aguentar-me
António Lobo Antunes in visão online

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hanemun



"Mas éramos crianças e estávamos rodeados pelo céu do Verão, um céu demasiado grande e azul para poder fazer uma coisa tão pequena, tão mesquinha. Penso que naquele momento, eu, Hiroshi, Olive e o jardim mostrámos ao mundo algo de infinitivamente belo, como o estalar do fogo de artifício, e o mundo enamorou-se de nós."

Banana Yoshimoto

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

"When things are working right in the universe, a loss of innocence is usually followed, in time, but an increase in humanity.
Time is funny like that. For everything it robs us of, it grants us something. Sometimes it's a new friend, sometimes it's a better understanding of ourselves. Sometimes, it's just a perfect day."
in Everwood

I am addicted to...

... Everwood...



... Pushing daisies...

Remembering - Movie Box (I)

Billy Elliot!





Tutor 1: What does it feel like when you're dancing?
Billy: Don't know. Sorta feels good. Sorta stiff and that, but once I get going... then I like, forget everything. And...
sorta disappear...
Sorta disappear...

Like I feel a change in my whole body. And I've got this fire in my body. I'm just there. Flyin' ike a bird. Like electricity. Yeah, like electricity.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

How often do you find the right person?

This years' Oscar winner for "Original Song" from the movie "once", written and performed by Glen Hansard and Marketa Irglova. The acceptance speech here.

I don't know you but I want you all the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now
Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along

Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - Peter I, The Great

Lá fui eu, numa noite de semana, ver a primeira exposição de três exposições com peças do Hermitage que decorreu no belo Palácio Nacional da Ajuda.


A exposição - uma das maiores que alguma vez saiu do magnífico espólio do Museu Hermitage - abrangia 300 anos e várias gerações da familia Romanov, com ínicio em Peter I, o fundador de São Petersburgo, passando pelas imperatrizes Elizabeth I e Catarina II, a Grande, até ao último Romanov Nicolau II.

Uma exposição variada em objectos, nos quais destaco os lindissimos quadros feitos com pequenos mosaicos, as miniaturas das jóias reais, o trenó e a manta de inverno, as imagens do Palácio de Inverno e a vista de São Petersburgo do rio, e a coluna triunfal.
Mas no meio de tantos e belos objectos, o que mais fascinava o público fazia parte da farmácia ambulante de Peter I e dava pelo nome de "Dilatador Anal"!!!
Esse e o "abridor de boca"... as coisas que existiam nesses (dolorosos) séculos que já lá vão... como o serrote para amputações...

Mas dores à parte, fico à espera das próximas exposições e quem sabe se não abrem um pólo permanente em terras lusas...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

The Griffins's (everlasting) days of fame!

A new and innovating movement has risen in Portugal! The online birdwatching.
From the Reserva do Tejo Internacional to the rest of the world through the internet, one can witness the day life of a family of Griffins.
Is the result of a Program named "Público na Escola" which main goal is to alert the studants and general population to the griffins's behavior and to the necessity of preserve the biodiversity of species.
A project that is a sucess among the public of all ages.
Watch them here!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Gosto...

... desta música. E depois? 


E se disser que me faz rir e sonhar? É verdade... e depois?
E se disser que na primeira vez que a ouvi me arrepiei? E que os olhos marejaram? E depois?
Ao menos estou viva e vou sentido.

E enquanto houver amanhã e tu não me encontrares para me iluminar eu vou vivendo por aqui no caminhar.
No limbo onde sempre estive, com o cheiro a mar e as amendoeiras em flor...

Ilumina-me...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Heart

"A heart is a fragile thing. That's why we protect them so vigorously, give them away so rarely and why it means so much when we do. Some hearts are more fragile than others. Purer somehow. Like crystal in a world of glass, even the way they shatter is beautiful."
in Everwood

domingo, 10 de fevereiro de 2008

The Rose

Some say love it is a river that drowns the tender reed
Some say love it is a razer that leaves your soul to blead
Some say love it is a hunger an endless aching need
I say love it is a flower and you it's only seed

It's the heart afraid of breaking that never learns to dance
It's the dream afraid of wakingthat never takes the chance
It's the one who won't be taken who cannot seem to give
and the soul afraid of dying that never learns to live

When the night has been too lonely and the road has been too long
and you think that love is only for the lucky and the strong
Just remember in the winterfar beneath the bitter snows
lies the seed that with the sun's love in the spring becomes the rose

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Mesa de Cabeceira (I)

mental note

"The speed and direction of our path through life are pretty good measures of our age.
We race headlong through childhood, never looking back; wanting it to end as quickly as possible. As we get older, we occasionally slow down long enough to look around and savor certain moments: It's a sure sign of growing up.
It's only in our twilight years, when our pace is slowed and the long race is nearing the end that we spend most of our time looking backwards, and we wonder why we were ever in such a hurry."
in Everwood

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

mal-entendido

"Thomas Montgomery, de 47 anos e aspecto físico um tanto ou quanto desagradável, fazia-se passar por um belo rapaz de 18 anos para fazer engates na internet. Fingindo ser um «marine» regressado do Iraque, conseguiu seduzir uma estudante, mas Brian Barrett, de 22 anos, andava a pescar nas mesmas águas. Thomas Montgomery liquidou o seu rival com um calibre 30. Foi pena: a jovem de 18 anos tinha, afinal, 50. Mary Sheiler usurpara a identidade e fotografia da filha para encontrar a sua alma gémea."
in Courrier internacional, fev 2008, nº 144.
Gargalhei uns bons 5 minutos!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

I also...

... feel like this a lot of times!

(Pon & Zi by Jeff Thomas)
For small reasons, sometimes even stupid, but they make me smile in the middle of somewhere and I stoped caring... maybe I am crazy but at least I am happy.
I feel like that when...
... the sun comes up and warms my body,
... I am charmed by the beauty of nature,
... the cities and its unique buildings and people amazes me.

But special when someone, living so far away, calls because they are in the mood to speak with me! I just adore you both!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Promenade (I)

Aveiro...
... moliceiros, azulejos, casas em arte-nova, cúpulas trabalhadas, ovos moles.
O Vouga, a ria, as luzes ao anoitecer, o sol da manhã, o som das gaivotas.
A feira de antiguidades, os vinis, os postais, as quinquelharias em loiça, os móveis.
As gargalhadas e os amigos.
Memórias de fim-de-semana...











terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Proibido

“Ficas proibido chorar sem aprender,
Levantares-te um dia sem saber o que fazer,
Teres medo das tuas recordações.
Ficas proibido não sorrir ante os problemas,
Não lutares pelo que queres,
Abandonares tudo por medo,
Não transformares em realidade os teus sonhos
Ficas proibido não demonstrar o teu amor,
Fazeres com que alguém pague pelas tuas dúvidas e pelo teu mau humor
Ficas proibido deixar os teus amigos,
Não tentares compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisas deles
Ficas proibido não seres tu perante todos,
Fingires para as pessoas que não te importas,
Esqueceres todos os que te querem
Ficas proibido não fazeres as coisas para ti mesmo,
Não fazeres o teu destino,
Teres medo da vida e dos teus compromissos,
Não viveres cada dia como se fosse o último."
Pablo Neruda

domingo, 27 de janeiro de 2008

Paris et la vie en rose



"Des yeux qui font baiser les miens, un rire qui se perd sur sa bouche..."



"Il me dit des mots d'amour, des mots de tous les jours, et ça me fait quelque chose..."


"Il est entré dans mon coeur, une part de bonheur, dont je connais la cause..."










"Et des que je l'apercois, alors je sens en moi, mon coeur qui bat..."




"Quand il me prend dans ses bras, il me parle tout bas, je vois la vie en rose..."